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ASC 360 destaca a Animação Sociocultural como força de regeneração social, paz e cidadania global

Vila Real, 15 de maio de 2026 — A Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro acolheu, no passado dia 15 de maio, o ASC 360 – Congresso Internacional de Animação Sociocultural, subordinado ao tema “Os Dias da Paz, Diálogo e Criatividade”. Promovido pela APDASC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural e pela PASEC – Plataforma de Ação Socioeducativa e Cultural, em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a MUNDIS – Associação Cívica de Formação e Cultura, com o apoio do Programa Erasmus+ da União Europeia, o congresso integrou o programa do ANIMA 2026 – Encontro Internacional de Animação Sociocultural e as comemorações do Dia do Animador Sociocultural.

O encontro reuniu mais de 200 participantes, entre Animadores Socioculturais, investigadores, docentes, estudantes, técnicos de intervenção comunitária, profissionais das áreas social, educativa e cultural, dirigentes associativos e responsáveis por políticas públicas, num espaço de reflexão e partilha sobre os desafios contemporâneos da intervenção sociocultural.

Das várias conferências, mesas-redondas e momentos de debate, emergiu um conjunto de conclusões que reforçam o papel estratégico da Animação Sociocultural na construção de sociedades mais justas, inclusivas e participativas. Os participantes destacaram que a Animação Sociocultural assume hoje uma função central nos processos de regeneração social e de transição comunitária, contribuindo para reconstruir laços sociais, fortalecer a participação democrática e capacitar as comunidades para enfrentarem os desafios ecológicos, económicos, culturais e tecnológicos da atualidade. Foi igualmente sublinhada a importância do Animador Sociocultural enquanto agente de Educação para a Paz, através da mediação de conflitos, da promoção do diálogo intercultural, da valorização da diversidade e da criação de espaços seguros de participação e convivência democrática.

No domínio da Educação para a Cidadania Global, o congresso evidenciou o valor das metodologias participativas e da educação não formal, nomeadamente através da pedagogia de projeto, do teatro comunitário, da arte participativa e de outras práticas colaborativas que promovem consciência crítica, responsabilidade social e envolvimento comunitário. Os participantes reconheceram o papel do Animador Sociocultural como facilitador de cidadania ativa e empoderamento comunitário, estimulando o pensamento crítico, a literacia mediática, a participação democrática e a defesa dos Direitos Humanos.

Especial destaque foi dado à intervenção em bairros sociais e territórios vulneráveis, onde a Animação Sociocultural contribui para combater estigmas, promover o protagonismo juvenil, valorizar identidades culturais e transformar contextos de exclusão em espaços de criatividade, participação e inovação democrática.

As conclusões do ASC 360 reafirmam, por fim, que a Animação Sociocultural não é uma prática de ocupação de tempos livres: trata-se de uma área de intervenção educativa, social e cultural comprometida com a emancipação humana, a coesão social e a construção de comunidades mais solidárias e sustentáveis. Num contexto internacional marcado por múltiplas crises e crescentes desigualdades, os participantes defenderam a necessidade de reforçar o reconhecimento institucional, político e social dos Animadores Socioculturais, bem como de investir em políticas públicas que valorizem a Animação Sociocultural enquanto instrumento fundamental de democracia participativa, inclusão e transformação social.

ASC 360 destaca a Animação Sociocultural como força de regeneração social, paz e cidadania global